• Sabrina Miranda

#Formação de Professores: Inovação – Ensino – Formação (Continuada de Professores)


Hoje ouvimos muito falar em Inovação e para relacionarmos esta palavra com o Ensino temos que pensar na formação, tanto dos alunos quanto dos professores. Inovar significa criar, renovar, transformar. A inovação no ensino consiste, de modo geral, em adaptar o que fazemos às demandas da sociedade contemporânea e ao perfil dos alunos do século XXI. Neste contexto, é importante que a inovação seja vista como uma mudança no ecossistema educativo e não apenas em uma ou outra prática docente. Assim, busca-se o despertar para ações que priorizem a aprendizagem ativa com valorização da autoria, autonomia e protagonismo dos alunos. As referidas ações vão desde a gestão, espaço físico (ambiência), currículo, práticas de ensino e cultura.

Dentre as metodologias ativas hoje bastante discutidas e com ampla possibilidade de serem empregadas nos espaços educativos, podemos citar: Cultura maker, Aprendizagem Baseada na Resolução de Problemas, Aprendizagem por Projetos, Ensino de Ciências por Investigação, Gamificação, Clubes de Ciências, Aprendizagem Significativa, entre outros. Para saber mais sobre estas metodologias de ensino procure o site do Mestrado Profissional em Ensino de Ciências da UEG (www.ppec.ueg.br).

Para além da cognição, memorização e desenvolvimento do raciocínio lógico, a escola inovadora está interessada na formação completa do sujeito, acolhendo todas as suas dimensões: sociais, artísticas, emocionais, políticas, comportamentais, etc. Daí emerge a importância do olhar voltado às competências transformadoras, com destaque para a empatia, criatividade e trabalho em equipe. As chamadas “Soft skills”, ou seja, competências comportamentais, ganham ênfase. Portanto, faz ainda mais sentido que as diferentes disciplinas do currículo estejam interconectadas, que se correlacionem articulando os saberes. A interdisciplinaridade é essencial nesse ecossistema.

Nas escolas inovadoras, o professor é peça chave no processo de ensino-aprendizagem, portanto este ator deixa de ser mero transmissor de conhecimentos e passa a ser um curador, mentor e facilitador do processo. Esta forma de atuação demanda formação continuada para preparação deste “novo” professor, além de muito mais tempo, com respectiva remuneração, destinado ao preparar, pensar e delinear o design instrucional a ser trabalhado nos ambientes de ensino. Tais atividades docentes precisam de valorização neste ecossistema educativo.

As demandas relatadas se inserem no contexto da Agenda 2030 para o Desenvolvimento, onde dentre os 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da Unesco, o objetivo 4 traz “Educação de qualidade – visa assegurar a educação inclusiva e equitativa de qualidade, e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos”, mais especificamente o item 4c objetiva “Até 2030, substancialmente aumentar o contingente de professores qualificados, inclusive por meio da cooperação internacional para a formação de professores, nos países em desenvolvimento, especialmente os países menos desenvolvidos e pequenos Estados insulares em desenvolvimento”.

Portanto, a qualificação dos professores é hoje uma demanda a ser alcançada pelos países em desenvolvimento, como o Brasil. E, como vimos, um dos grandes desafios é sintonizar o professor do século XX com os alunos do século XXI, isso nos diferentes espaços e níveis de ensino, desde a escola de educação básica até a universidade. Apesar do enorme desafio, há várias possibilidades de formação continuada, podemos dividi-las em: “drops” de conhecimento que consiste em produtos mais curtos que podem ser consumidos a partir da participação em eventos científicos (palestras), curtos de curta duração, oficinas, atividades de extensão, acesso a vídeos, blogs e sites confiáveis, entre outros; “aprofundamento” que consiste em um investimento maior de tempo para alcançar a qualificação desejada, como exemplos podemos citar as Pós-Graduações Lato Sensu (Especializações) e Stricto Sensu (Mestrados Acadêmicos e Profissionais). O mais interessante é aliar estas duas estratégias ao longo da carreira profissional, pois nós professores “estamos sempre em formação”.

Aqui aproveitamos a oportunidade para divulgar o Mestrado Profissional em Ensino de Ciências da Universidade Estadual de Goiás que oferece com excelência formação continuada aos profissionais que trabalham com Ciências. Ficou interessado, procure mais informação em www.ppec.ueg.br. Como dica destacamos que uma excelente forma de conhecer sobre um Programa de Mestrado é inicialmente cursar uma ou mais disciplinas como aluno especial. Além disso, visite os sites, procure saber sobre as linhas de pesquisa do Programa, consulte os currículos do corpo docente, verifique as temáticas das dissertações, de posse dessas informações poderá fazer uma escolha consciente! ;)

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